O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) foi eleito neste domingo (4) governador do Maranhão.
Com 99,71% das urnas apuradas, Braide tinha 54,07% dos votos válidos, enquanto seus principais adversários, Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), marcavam 34,71% e 9,60% respectivamente.
– Acompanhe a apuração do 1º turno no Maranhão
Eduardo Braide, 50, foi o candidato mais votado no primeiro turno do pleito, confirmando a tendência apontada pelas pesquisas que o colocaram, desde julho, na frente dos sete concorrentes na corrida pelo Palácio dos Leões.
Advogado natural de São Luís, disputou pela nona vez um cargo eletivo. Foi sua primeira candidatura ao governo. Braide inscreveu na Justiça Eleitoral a chapa “Pra Mudar o Maranhão”, coligação do PSD com o Novo, tendo como vice a empresária Elaine Carneiro (PSD).
Braide fez campanha apresentando como lastro as mais de 2.000 obras que afirma ter realizado em São Luís, com destaque para o Viaduto da Cidade, com recursos próprios da prefeitura. Durante a corrida eleitoral conquistou aliados importantes como o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), segundo maior colégio eleitoral do estado.
Um de seus principais adversários era Felipe Camarão, 44, ex-secretário de Educação do estado e que hoje é vice-governador na chapa de Carlos Brandão.
Camarão resistiu a uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instalada na Assembleia Legislativa e à divisão interna do partido, mantendo a candidatura, que teve o apoio do presidente Lula (PT).
Ele também conquistou a aprovação do presidente nacional da legenda, Edinho Silva, para tocar uma candidatura própria.
Uma parte do partido fez campanha para Orleans Brandão, sobrinho de Carlos Brandão e apoiado por ele. Camarão acusou o governador de quebra de acordo político e denunciou intenção de montar o que chamou de oligarquia.
Brandão estreou em disputas eleitorais neste ano. Em 2023, ele foi nomeado Secretário Extraordinário de Assuntos Municipalistas do Maranhão.
Durante a campanha, afirmou ter percorrido 217 municípios do estado, e apresentou propostas como o Pix Saúde, em que o estado arcaria com despesas na rede privada para pacientes do SUS. O candidato prometeu ainda ampliar programas como Mais Renda e Maranhão Livre da Fome.
Oito candidatos disputaram a eleição para o governo do Maranhão em 2026. Dois deles —Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU)— foram candidatos a governador em eleições passadas; Saulo por duas vezes, em 2010 e 2014, e o ex-senador Roberto Rocha em 2018.
Natural do estado de São Paulo, André Luis (Missão), estreou na corrida eleitoral espelhando as propostas do candidato à presidência de seu partido, Renan Santos.
Roberto Rocha apresentou propostas ancoradas em seu mandato de senador, encerrado em 2022. Foi o único a sair em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.
No espectro da esquerda, Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) afinaram suas artilharias contra a tradição oligárquica da política maranhense durante a campanha, não poupando críticas ao governo do PT e ao que chamaram de conciliação com as elites.
*folhapress





