Endocrinologista alerta sobre cuidados essenciais para prevenir e controlar o diabetes

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A equipe da Rádio Caturité FM conversou com a médica endocrinologista Ana Abrantes, que trouxe uma série de esclarecimentos importantes sobre a diabetes — doença crônico-degenerativa que afeta milhões de brasileiros e pode causar graves complicações quando não é tratada ou controlada adequadamente.

Segundo a especialista, o diabetes tipo 1 costuma surgir ainda na infância ou adolescência, por um processo autoimune, no qual o pâncreas deixa de produzir insulina.

“Esse paciente vai depender da reposição de insulina durante toda a vida, podendo usar de uma a quatro aplicações diárias ou até a bomba de insulina”, explicou.

Já o diabetes tipo 2, mais comum em adultos jovens e pessoas maduras, está ligado à resistência à insulina, frequentemente associada à obesidade, hipertensão e sedentarismo. É a forma mais prevalente e aquela que mais gera complicações.

“Quando não tratada ou mal controlada, a doença pode causar desde alterações na visão, levando até à cegueira, até infartos silenciosos, perda de força muscular e outras consequências graves”, alertou Ana Abrantes.

A endocrinologista destacou que o diabetes é uma doença com forte componente hereditário e genético, mas que fatores como má alimentação, sedentarismo, uso contínuo de corticoides e doenças autoimunes aumentam o risco. Há vários subtipos da doença — inclusive o diabetes gestacional — e todos exigem atenção constante.

Tratamento: diferenças entre os tipos

Ana Abrantes explica que:

Diabetes tipo 1 → necessita de insulina desde o diagnóstico e por toda a vida.

Diabetes tipo 2 → inicia com mudança no estilo de vida, depois evolui para uso de 1 a 4 medicamentos orais; em alguns casos, o paciente passa a precisar também de insulina.

Mesmo com o uso de canetas de insulina, a médica reforça que nenhum tratamento dispensa dieta equilibrada e prática de atividade física.

Cuidados diários: prevenção e controle

Para quem tem prediabetes, há chance de remissão — desde que o paciente adote hábitos saudáveis. Já diagnosticados com diabetes devem seguir rigorosamente:

alimentação adequada, evitando processados, fast foods e frutas de alto índice glicêmico;

prática regular de exercícios;

uso correto dos medicamentos;

consultas semestrais ao endocrinologista (ou em intervalos menores, conforme o caso).

A médica também alerta para cuidados muitas vezes negligenciados:

“É fundamental que o profissional de saúde examine os pés do paciente, verificando ressecamento, dormência, rachaduras, micoses e até o corte das unhas”, destacou.

Além disso, visitas anuais ao oftalmologista, dentista, e — conforme o gênero — ao ginecologista ou urologista, são indispensáveis para prevenir complicações.

Conscientização e responsabilidade

Ana Abrantes reforça que o diabetes não impede que o paciente tenha uma vida normal:

“Dentro dos parâmetros, é possível viver bem. Eventualmente, algo fora da dieta pode acontecer, mas sempre com correção e responsabilidade.”

A mensagem final da especialista é clara: com cuidado, acompanhamento e disciplina, o diabetes pode ser controlado — e suas complicações, evitadas.



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