O Nordeste avançou na geração de energia solar e eólica e, atualmente, já consegue produzir energia suficiente para exportar para outras regiões do país. Porém, o crescimento das fontes renováveis também traz desafios, principalmente relacionados ao armazenamento e à transmissão da energia.
A avaliação é da pesquisadora do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Maria Helena de Sousa, durante participação no quadro semanal do instituto na Rádio Caturité FM.
Segundo ela, um dos principais problemas está na diferença entre os horários de geração e consumo. Enquanto a energia solar tem seu pico durante o dia, o maior consumo costuma ocorrer no início da noite, quando a produção solar diminui.
Para enfrentar essa dificuldade, um leilão nacional para contratação de grandes bancos de baterias está previsto para dezembro.
Maria Helena também destacou que a expansão dos parques exige uma estrutura de transmissão mais robusta. A falta de capacidade para escoar a energia pode levar à interrupção temporária da produção de alguns parques solares e eólicos.
Além da questão energética, a pesquisadora chamou atenção para os impactos ambientais e sociais desses empreendimentos. Ela citou alterações na fauna e flora, além de relatos relacionados ao ruído dos parques eólicos e ao aumento da temperatura em áreas próximas às usinas solares.
Para Maria Helena, o desafio daqui para frente é conciliar a expansão das energias renováveis com maior fiscalização e planejamento.
“A gente tem os benefícios dessa geração, mas a gente também tem que levar em consideração todos os impactos ambientais que estão ocorrendo”, afirmou.





