Sting, 75 anos

Sting, 75 anos



					Sting, 75 anos
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Gordon Matthew Thomas Sumner é o nome de batismo. Sting é o nome artístico. O músico britânico faz 75 anos nesta sexta-feira, dois de outubro de 2026.

Primeiro, há o Sting do Police, um vigoroso power trio de vida breve. Sting tocava o baixo. Andy Summers era o guitarrista. E Stewart Copeland era o baterista.

De 1978 a 1983, o trio lançou cinco álbuns: Outlandos d’Amour, Reggatta de Blanc, Zenyatta Mondatta, Ghost in the Machine e Synchronicity.

Pop rock, reggae, ska, new wave, pós-punk, uma pitada de jazz. O Police tinha tudo isso. Não começou no mainstream, mas logo migrou para o mainstream.

Fãs que rejeitam o sucesso dos seus ídolos adoravam o Police quando este parecia estar à margem. Ficaram cabreiros quando o grupo passou a ser “comercial”.

Reza a lenda que a convivência entre os três músicos era infernal. O último álbum, Synchronicity, não era mais um disco do Police. Era um disco de Sting.

O Police acabou em 1983, e Sting partiu para uma exitosa trajetória solo. Foi como se transformou num dos músicos mais talentosos da sua geração.


					Sting, 75 anos
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No seu álbum de estreia, Sting voltou ao jazz com o qual havia flertado antes do Police. The Dream of the Blue Turtles (1985) deixou irados muitos fãs do trio.

Sting não é do jazz. Esse seu namoro com o jazz é artificial. Era mais ou menos assim a reação de muita gente que só gostava de Sting nos discos do Police.

Mas era um grande disco. Sting recrutou excepcionais músicos de jazz: Kenny Kirkland (piano), Darryl Jones (baixo), Omar Hakim (bateria) e Brandford Marsalis (sax).

If You Love Somebody Set Them Free fez sucesso. Em Moon Over Bourbon Street, Sting dialoga com o sax de Marsalis. A faixa-título é um rápido número de jazz.

Russians foi composta sobre um tema do compositor erudito Prokofiev. É do tempo da União Soviética, e Sting diz esperar que os russos também amem suas crianças.

A turnê de lançamento do álbum foi registrada num disco duplo ao vivo (Bring on the Night) e num filme que mostra a banda ensaiando e em ação no palco.


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Nothing Like the Sun é de 1987. Tem uma música sobre a ditadura de Pinochet no Chile (They DanceAlone ), a bossa nova Fragile e o hit Englishman in New York.

Sting relê Little Wing, clássico autoral de Jimi Hendrix, e entrega o arranjo a Gil Evans, o maestro que trabalhou em alguns dos melhores discos de Miles Davis.

Em 1988, Sting fez parte de um grande show coletivo promovendo as ações da Anistia Internacional e se engajou na luta em defesa da floresta e dos povos indígenas.

Ao seu lado, na turnê da Anistia Internacional, estavam Bruce Springsteen, Peter Gabriel e Tracy Chapman. Milton Nascimento se juntou ao grupo em São Paulo.

Sting se aproximou do Brasil, ficou amigo de Raoni e levou o cacique caiapó como convidado dos seus shows pelo mundo. Também gravou com Tom Jobim.

Sting está no disco que Tom Jobim fez pouco antes de morrer. Tom queria o dueto na ecológica Forever Green. Sting preferiu Insensatez, clássico da Bossa Nova.

Os primeiros anos do caminho solo de Sting já apontavam para o trabalho autoral refinado que ele viria a consolidar, sempre ladeado por ótimos músicos.

All This Time, um sofisticado show ao vivo, tem músicos brasileiros na banda e foi gravado em 11 de setembro de 2001, o dia do atentado às torres gêmeas.

Claramente memorialista, The Last Ship, de 2013, reúne as canções de um musical. Já 57th & 9th, de 2016, devolve Sting a uma sonoridade mais pop.

Em 2025, Sting lançou o álbum ao vivo 3.0. É um retorno ao formato de power trio do Police. Homem velho, Sting revisita a concisão do som que fazia quando jovem.

Sting quer dizer ferroada. Quem segue seus passos, quem ouve seus discos, certamente foi picado não por um veneno, mas pela beleza das suas canções e da sua voz.



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