Na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande, o bispo diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu nesta segunda-feira a Santa Missa, reunindo a comunidade em torno do altar para este momento de oração e memória.
No início da celebração, o prelado convidou os presentes a fazerem um momento de silêncio e oração pelos entes queridos falecidos, colocando diante do Senhor suas preces e intenções.
O bispo sublinhou que a celebração não tem como centro a morte, mas a vitória de Cristo sobre o pecado e a esperança da vida eterna.
A Santa Missa foi concelebrada pelo pároco, padre Evanilson Sousa, e pelo vigário paroquial, padre Mércio. Os diáconos Anderson e Ricardo, juntamente com os seminaristas, também deram apoio litúrgico.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que a celebração tem como centro a vitória de Cristo sobre a morte.
Ao recordar os que partiram, a Igreja renova a fé na Ressurreição e na promessa da vida eterna.
“A celebração de hoje não é à morte e nem, propriamente, aos mortos, embora deles nos recordemos, especialmente hoje. Dito isto, podemos dizer o que celebramos quando comemoramos os fiéis defuntos: celebramos Cristo e a Sua vitória sobre o pecado e a morte; celebramos a Sua Ressurreição; celebramos a Sua vida nova em nós, a Vida Eterna; celebramos, portanto, em Cristo a nossa vitória”, destacou.
O bispo também ressaltou que a data manifesta a comunhão da Igreja peregrina, padecente e triunfante.
Mesmo diante da morte, os fiéis permanecem unidos em Cristo e a oração pelos falecidos expressa a esperança de que todos participem da plenitude da vida eterna.
“A dor e a tristeza (…) pela partida de um ser querido é iluminada pela luz do Senhor, que enxugará nossas lágrimas, de maneira que não haverá mais pranto e nem dor, e que ilumina o mistério da morte com o Seu mistério pascal, que nos deu a esperança de que os que morreram Nele ressuscitarão (cf. 1Ts 4,16). Assim, o contraste entre as cores lutuosas e os debruns recordam-nos o que cantamos no Precônio da Vigília Pascal, onde vemos “dissipar-se a treva antiga, ao sol do eterno Rei brilha e se aquece”, disse.
Dom Dulcênio lembrou ainda que a vida cristã deve ser uma preparação para o encontro definitivo com Deus.
Desde o batismo, os sacramentos conduzem os fiéis à vida em Cristo, por meio da conversão e da busca pela santidade.
“Nós somos convocados a que pensemos também na nossa morte, cujo momento somente a ciência de Deus o sabe; ocasião na qual se inaugurará para nós a consumação do nosso novo nascimento começado pelo batismo, quando, definitivamente, seremos assemelhados a Cristo; dia para o qual, desde o batismo e pelos sacramentos todos da Igreja recebidos por nós, estamos sendo preparados, pedindo a contrição necessária para não ofendermos mais a Deus com os nossos pecados”, pregou o prelado.
Por fim, Dom Dulcênio destacou que sepultar os mortos e rezar por eles são gestos que testemunham a fé na Ressurreição. Ao confiar os falecidos à misericórdia divina, a Igreja proclama sua esperança de que aqueles que morreram em Cristo também ressuscitarão com Ele.
“Sepultar os mortos e rezar por eles, muito mais do que ser obra de misericórdia para com os defuntos, é igualmente uma mensagem de esperança e fé… Desta forma, na família onde Deus é o Pai e a Igreja, Mãe, recordamo-nos, constantemente, da Morte e Ressurreição de Jesus, e dizemos que: os fiéis defuntos, mortos em Cristo, esperam ressuscitar Nele (cf. Rm 6,8), e, por isso, suplicamos que já brilhe para eles a luz perpétua”, concluiu.
*Com informações Pascom/CG
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