A deputada estadual Camila Toscano (MDB) avaliou, nesta quarta-feira (14), que ainda é cedo para definir os rumos da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) após a vitória do governador eleito Lucas Ribeiro (Progressistas).
Segundo a parlamentar, o momento é de análise e diálogo antes de qualquer decisão sobre o posicionamento político para a próxima legislatura.
“A gente tem que parar, pensar e analisar as cenas dos próximos capítulos […] Eu acho que é muito cedo para a gente jogar a toalha, dizer que não há novos caminhos ou espaço para a oposição”, declarou.
Camila também negou que tenha iniciado conversas com Lucas Ribeiro ou com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), apontado como um dos articuladores do grupo governista, após a derrota do aliado Cícero Lucena (MDB) na disputa estadual.
“Não falei com Aguinaldo, não falei com Lucas, muito embora tenha respeito a ambos. Eu não vou dizer que estou falando, porque de fato não conversei com ninguém”, afirmou.
DERROTA DE CÍCERO LUCENA
Aliada de Cícero Lucena durante a disputa pelo Governo da Paraíba, Camila avaliou que uma série de fatores contribuiu para o enfraquecimento da candidatura do emedebista.
“Foi uma enxurrada de coisas, uma enxurrada de informações, de ataques, que foi enfraquecendo a candidatura de Cícero e, consequentemente, de quem estava ao lado dele, porque todos nós sofremos quedas, uma diminuição na votação, mas faz parte da eleição”, disse.
MESA DIRETORA DA ALPB
Sobre a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, Camila Toscano declarou que mantém conversas com o deputado Wilson Filho (Republicanos) e sinalizou apoio ao parlamentar.
“A gente está nessa conversa com o deputado Wilson. Se for ele, eu vou ficar muito feliz. É muito bom para a nossa Casa um deputado novo, com ideias jovens, que faz o seu papel muito bem. Se tiver que ser, contará com o meu voto, sem dúvida nenhuma”, afirmou.
SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL
A deputada também evitou declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Camila criticou o cenário político nacional e afirmou ter dificuldade para definir um posicionamento nesta etapa da disputa.
“A gente está vivendo um momento muito ruim para o país. A gente vai para a terceira eleição presidencial em que vence quem é o menos rejeitado, e eu confesso que é difícil até firmar um posicionamento nesse segundo turno”, pontuou.
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