A oito dias das eleições estaduais, o debate sobre a saúde pública pede atenção diante das demandas urgentes da população. No entanto, segundo o médico Antônio Henriques, as discussões eleitorais deste ano têm deixado questões importantes da área em segundo plano.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, neste sábado (26), o médico avaliou o nível das propostas apresentadas pelos candidatos e criticou o que considera um “descaso crônico” da classe política com a saúde pública.
“O que a gente vê é um descaso crônico da classe política com as questões de saúde da população, com pautas importantíssimas, como a necessidade da expansão de atendimento especializado, a questão do exame de proficiência para médicos, que passa também ao largo dessa enxurrada de faculdades de medicina que a gente tem pelo país, de qualidade absolutamente duvidosas, a expansão da atenção primária, o fechamento de leitos do SUS, que a cada ano diminui, a assistência materno-infantil, a mortalidade materna, que é um drama, e a Paraíba está no vergonhoso terceiro lugar nacional como o estado de maior mortalidade materna”, destacou.
Para Antônio Henriques, o cenário das discussões aponta propostas cada vez menos específicas e efetivas para a saúde.
“Esse ano parece que foi assim o pior de todos, porque antigamente saía ainda alguma coisa, (candidatos dizendo que) ‘vou fazer uma rede de maternidade’, mas agora é tudo muito genérico, as pessoas parecem que estão mais preocupadas com outras coisas”, criticou.
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