médico explica causas, sintomas, tratamento e prevenção

médico explica causas, sintomas, tratamento e prevenção


A chamada “bexiga baixa” é o nome popular dado à cistocele, uma condição que ocorre quando a musculatura e os tecidos que sustentam a bexiga e as paredes da vagina ficam enfraquecidos.

Com a perda de sustentação, a bexiga pode se deslocar em direção ao canal vaginal, formando um abaulamento na região. Em casos mais avançados, o órgão pode chegar a se projetar pelo canal vaginal, podendo ser necessária intervenção cirúrgica.

Na coluna Consultório JM, da Rádio Caturité 104.1 FM, deste sábado (26), o médico Antônio Henriques explicou os principais fatores de risco, sintomas, formas de diagnóstico e tratamento da condição.

FATORES DE RISCO

O médico destacou que, apesar de ter filhos ser um dos fatores mais comumente associados à cistocele, é importante considerar o processo de gestação.

“Vale lembrar que é o processo de gestação favorece a condição e não o parto, já que o útero acaba pressionando a bexiga durante o crescimento do bebê, o que pode fazer com que o órgão se desloque”, afirmou.

Antônio Henriques enfatizou ainda que a idade e a genética estão entre os principais fatores relacionados à condição.

“A idade por conta da flacidez natural que aumenta conforme o passar do tempo e a genética por conta do DNA da fibra de colágeno que varia de indivíduo para indivíduo”, disse.

SINTOMAS

Segundo o médico, a intensidade dos sintomas varia conforme o grau de deslocamento da bexiga.

“A intensidade varia de acordo com o grau de deslocamento da bexiga. Sendo assim, quanto maior a descida, maiores e mais fortes são os sintomas”, destacou.

Entre os sinais que podem estar relacionados à cistocele estão:

  • Sensação de bola ou peso na vagina;
  • Presença de um caroço na vagina, que pode ser visto ou sentido com os dedos;
  • Incontinência urinária;
  • Cor ou irritação na região pélvica ou durante o contato sexual;
  • Fraqueza ou flacidez da musculatura;
  • Dificuldade para urinar;
  • Urgência urinária ou aumento da frequência de idas ao banheiro.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

antonio henriqueantonio henrique

Foto: ParaibaOnline

Antônio Henriques explicou que o diagnóstico costuma ser feito a partir da avaliação clínica e das queixas apresentadas pela paciente.

“O diagnóstico costuma ser clínico com base na queixa da paciente. Nos casos mais leves, pode ser necessário um exame chamado de teste urodinâmico”, pontuou.

De acordo com o médico, a cistocele pode ser classificada em quatro graus, conforme a intensidade da queda da bexiga. O tratamento é definido a partir dessa classificação e das características de cada caso.

“A bexiga baixa pode ser classificada de acordo com o grau da queda da bexiga, que vai de 1 ao 4, e o tratamento mais adequado é orientado a partir desse diagnóstico”, pontuou.

Nos casos mais leves, o tratamento pode envolver exercícios e fisioterapia para fortalecer o assoalho pélvico. Já nos casos mais avançados, pode ser necessária intervenção cirúrgica.

PREVENÇÃO

O fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico é uma das estratégias utilizadas para prevenir a cistocele e reduzir o risco de progressão da condição. No entanto, o médico ressaltou que fatores como genética e gestação não podem ser completamente controlados.

Por isso, a orientação é ficar atento aos sintomas e procurar avaliação médica para identificar a condição e definir o tratamento adequado.



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