A aposentadoria não representou o fim da vida profissional de Jaci Feitosa.
Aos 73 anos, ela continua trabalhando como auxiliar de agente de portaria do Tribunal de Justiça da Bahia.
Para ela, a renda do trabalho é necessária para manter as contas em dia.
“Me aposentei em 2013, mas infelizmente não dá para só viver do salário. Até porque uma pessoa de classe pobre que paga aluguel, é difícil sobreviver com salário mínimo só. Aí você entra no consignado, faz diminuir o benefício”, explica Jaci,
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um a cada quatro idosos retorna ao mercado de trabalho após se aposentar.
A advogada Ana Carla Fracalossi, que atua na área de direito previdenciário, fala dos desafios financeiros dessa fase: “A aposentadoria não devolve para o cidadão integralmente o seu salário. Então, muitas vezes, a aposentadoria vai gerar um decréscimo remuneratório para aquela pessoa. Acredito que a primeira coisa é a pessoa primeiro identificar quanto ela vai receber a título de aposentadoria, ela saber exatamente o que essa transição vai gerar”.
Mas tentar permanecer no mercado de trabalho ou tentar voltar a ele pode ser mais difícil com o avanço da idade.
A experiência acumulada, o conhecimento e a capacidade de lidar com o público também podem ser diferenciais.
*Com informações da Agência Brasil





