São Paulo registra 67 casos confirmados de mpox em um mês

São Paulo registra 67 casos confirmados de mpox em um mês


Desde o dia 4 de outubro, início da 40ª semana epidemiológica, o estado de São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox.

O número representa cerca de 22% do total de infecções confirmadas em todo o território paulista neste ano, indicando um aumento de casos nas últimas semanas.

Entre janeiro e esta sexta-feira (6), o estado contabilizou 300 casos da doença, sem registro de mortes. Desse total, 197 foram identificados na capital paulista.

Os dados estão disponíveis na plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

Em todo o ano passado, foram registrados 423 casos de mpox. Em 2024, o número chegou a 1.134.

Segundo a Secretaria de Saúde, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter encerrado, em setembro de 2025, a emergência de saúde pública de importância internacional relacionada à doença, a mpox continua sob monitoramento. As ações incluem a realização de exames laboratoriais e o rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão.

“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), por meio de nota.

Transmissão

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão entre pessoas ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de indivíduos infectados, inclusive durante relações sexuais.

O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e itens de uso pessoal, também pode favorecer a transmissão do vírus.

A doença pode provocar lesões na pele e nas mucosas, inclusive na região genital. Os sintomas podem ser acompanhados de febre, fraqueza, aumento dos linfonodos (ínguas), dores musculares, nas costas e de cabeça.

Para reduzir o risco de infecção, a Secretaria de Saúde orienta a população a evitar contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos e a não compartilhar objetos pessoais.

Também é recomendado higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.



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