Detenta de penitenciária em João Pessoa é a primeira beneficiada por projeto de revisão de penas

Detenta de penitenciária em João Pessoa é a primeira beneficiada por projeto de revisão de penas



					Detenta de penitenciária em João Pessoa é a primeira beneficiada por projeto de revisão de penas
Projeto de reintegração social revisa penas e oferece serviços para detentas da Paraíba. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Uma detenta da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, foi a primeira beneficiada por um projeto de reintegração social que revisa penas e oferece serviços à mulheres privadas de liberdade na Paraíba.

Além da revisão de processos judiciais, o projeto “Voz que Liberta” promove acesso a serviços de saúde, cursos profissionalizantes e assistência social para a família das detentas. O objetivo é contribuir para a reinserção delas na sociedade.

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Entre os serviços de saúde ofertados estão: exames de mamografia e citológicos, implantes anticoncepcionais e serviços odontológicos.

A manicure e artesã, Izandra Silva, foi a primeira beneficiada pelo projeto. A pena dela foi revisada após dois anos e meio. A Jovem, natural de Manaus, no Amazonas, ganhou o direito à liberdade.

“Eu tive que parar aqui pra ser outra pessoa. Ser mais mãe, porque eu tenho duas meninas pequenas me esperando. Eu só tenho a agradecer a Deus por essa oportunidade de voltar de fazer tudo diferente de mudar minha historia”, disse Izandra.

Idealizada pela desembargadora Maria de Fátima Bezerra Maranhão, a iniciativa é do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com o Governo do Estado e instituições da sociedade civil.

“Muitas vezes elas cumprem suas penas e vão para o mundo, mas o mundo não lhes abre as portas. Nós estamos aqui para acompanhá-las, não só no período aqui como apenadas, mas quando daqui sair. Nós queremos que a porta do sol seja aberta para elas”, destacou a desembargadora à TV Cabo Branco.

Participaram da solenidade de lançamento, representantes de diversas instituições, entre elas a primeira-dama do Estado Camila Mariz, escolhida como madrinha do projeto, e o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão.



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